PARECE PIADA... MAS NÃO É!!!
Por Juremir Machado
Reunião num canto da Câmara de Vereadores de Palomas.
João da Garupa cochicha com seus coleguinhas: - Agora vai. Palomas precisa de espigões. Vamos autorizar a construção de um conjunto residencial de luxo na Ponta do Denílson. Coisa de país desenvolvido. Mas primeiro temos de expulsar o pobrerio dali das proximidades.
- Bueno, com qual argumento? - inquieta-se Tinão.
- Ora, com a lei: a beira do rio não é para moradia.
- Entendi, muito boa essa, depois a gente muda a lei. -
Calma, Tinão. Só depois que a área for vendida.
- Genial, João - entusiasma-se Carvãozinho.
- Assim quem comprar poderá pagar mais barato e depois ganhar muito. O progresso exige investimentos arriscados e visionários.
- Hummm... Aquela área não foi doada pelo poder público? Tendo perdido a função, não deveria voltar a ser pública?
- Bobagem, Aniceto, um dos nossos interventores, gente boa da redentora, eliminou essa exigência, alegando questão de segurança nacional. Não tem pra ninguém.
- E se tiver muita pressão da opinião pública, João?
- A gente recua e pede ao prefeito para vetar.
- Nossa, tu pensas em tudo, João.
- Mas se o prefeito veta, não acaba tudo?
- A gente sugere que ele recomende um referendo.
- E se ele topa?
- A gente derruba o veto.
- E se, de novo, a opinião pública pressionar?
- A gente confirma o veto, aprova antes outros projetos de clubes de futebol, mistura tudo, confunde um pouco e transforma o referendo em consulta popular.
- Qual a diferença, João? Já não me lembro.
- O voto na consulta popular não é obrigatório.
- Mas que argumento usar para cancelar o referendo?
- O preço. Vamos dizer que sai muito caro.
- Nossa, João, tu pensas em tudo mesmo.
- Eu me inspiro em Carlos Lacerda. Uma vez, quando Getúlio se candidatou à Presidência, em 1950, Lacerda saiu-se com esta: "Vargas não deve ser candidato. Se for candidato, não deve ser eleito. Se for eleito, não pode tomar posse. Se tomar posse, não pode governar. Se governar, deve ser pressionado até ser deposto.
- É... Mas ele foi eleito, tomou posse e governou....
- Deu no que deu, não é, Aniceto?
- Que cultura! Que preparação!
- É que eu me preocupo com o futuro de Palomas.
- E o resto da orla, vai continuar igual?
- Não sejas bobo, Aniceto. Onde passa um boi, passa uma boiada. Depois de passar uma cabecinha, vai o resto.
- Hummm... Os ecologistas vão berrar até o fim.
- Deixa que berrem, Carvãozinho, teremos a mídia a nosso favor. A Rede Baita Sol vai fechar com a gente, não é?
- Essa é quente mesmo. Sempre do lado do progresso.
- E se mesmo assim o berreiro for grande demais?
- Ora, Aniceto, nossos visionários vão pressionar o restante da mídia. Todo empresário já foi patrocinador ou será patrocinador um dia. É gente com poder de fogo.
- É, não tem erro, João, é tiro certo.
- Certeiro, Aniceto. Rumo ao futuro grandioso.
- Mas pode demorar. Sabe como é, tudo é lento.
- A gente aprova regime de urgência.
- Agora vai! Precisa mesmo essa consulta popular?
- Vamos ver...
Publicado no Correio do Povo - 16/03/09 - Coluna do Juremir Machado
Sexta-feira, 20 de Março de 2009
Recapitulações em Palomas
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Sexta-feira, 27 de Fevereiro de 2009
Contratação de professores: Sugestão de Sofia será analisada
A Secretaria Municipal da Administração (SMA) irá consultar a Procuradoria Geral do Município (PGM) para averiguar a possibilidade de acatar a sugestão da vereadora Sofia Cavedon (PT) de chamar, para assumir os contratos emergenciais na Rede de Ensino da Capital, os aprovados no concurso público realizado pela Prefeitura no início do ano.
Conforme Sofia, que se reuniu hoje (27/02) com a secretária adjunta da SMA, Rita de Cássia Eloy, a proposta esbarra na Lei Municipal 7770/96, que exige a realização de processo seletivo para a contratação emergencial. “Solicitamos ao Governo a sensibilidade de perceber o prejuízo que a troca de professores no decorrer do ano letivo pode causar aos alunos, por isso pedimos a Secretária a revogação do processo seletivo e o imediato chamamento dos aprovados no concurso para ocuparem esses cargos”, enfatizou.
A vereadora ficou preocupada com o fato de que o término do processo seletivo está previsto para 20 de março, sendo que o Executivo afirmou que chamará os aprovados em abril. “A realização da contratação de emergência não era para suprir os primeiros dias do ano letivo?”, questiona.
Também participaram do encontro as representantes da Associação dos Trabalhadores em Educação do Município de Porto Alegre (Atempa), Gorete Losada e Isabel de Medeiros. Elas expressaram o receio da categoria de que a contratação emergencial de professores torne-se, a exemplo do que ocorre no Estado, uma rotina. “Isso desqualificaria todo o processo de gestão construído na Rede Municipal de Ensino da Capital”, destacaram.
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Sábado, 31 de Janeiro de 2009
Carta Denúncia de perseguição e tentativa de criminalização por defender a autonomia e os direitos das mulheres
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Domingo, 18 de Janeiro de 2009
A Encenação do "fico" - De Juremir Machado da Silva
Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009
O ano de 2009 promete: a secretária estadual de Educação, Mariza Abreu, declarou que para o bem geral do povo gaúcho fica no posto. Ufa!
O Rio Grande do Sul não sabe se chora ouse ri. Na dúvida, fará as duas coisas ao mesmo tempo.
Mariza Abreu poderia ter virado um Jânio Quadros, que ameaçou sair para voltar nos braços do povo e acabou desempregado. Virou dom Pedro I. O nosso imperador por empréstimo de bobo não tinha nada. O seu "fico", lançado em 9 de janeiro de 1822, não passou, segundo muitos historiadores, entre os quais o gaúcho Riopardense de Macedo, de uma encenação.
A frase recitada pelo jovem Pedro fazia parte de uma jogada ensaiada: "Se é para o bem de todos e felicidade geral da Nação, estou pronto! Digam ao povo que fico". Ficou e, passada a independência do Brasil, fez tudo errado e da maneira mais autoritária possível. Pedro I ouvia pouco e falava muito. Tratou de se livrar dos que postulavam uma monarquia mais liberal e impôs a sua Constituição.
O "fico" de Pedro I foi dirigido a membros da elite que desejavam a sua permanência no Brasil, contrariando as ordens vindas de Portugal. Esses formadores de opinião repassaram a frase ao povo. José Clemente Pereira, o mesmo que, 20 anos depois daria todas as condições para Caxias esmagar a Revolução Farroupilha, foi quem orquestrou a situação e conduziu a massa. Mariza Abreu disse que só ficaria se a sociedade lhe desse apoio.
Os comentaristas do diário oficial da província vibraram com a sua permanência e juraram que o tal apoio foi dado.
Por quem? Não se viu um só professor, um só aluno, um só pai ou mãe clamando pelo "fico" da mais nova encarnação de dom Pedro I. O apoio capaz de manter a secretária no cargo deve ter vindo das encarnações atuais de José Clemente Pereira.
Afinal, nos tempos que correm,o magistério é o novo vilão da novela. Os professores são a Flora do nosso Pedro I. Se não forem controlados, acabará o déficit zero e o final feliz sonhado pelo governo irá para o exílio. Os atrasados que se imaginam modernos já começaram com o discurso anacrônico da caça às bruxas.
O plano milagroso da nossa Pedro I consiste em aumentar a produtividade do magistério sem lhe aumentar ganhos. Faz sentido. Professor trabalha pouco e ganha muito.
Nada mais fácil do que segurar uma galera sossega da em escolas tranquilas, sempre bem aparelhadas e com todo o tempo do mundo remunerado para preparar as aulas e corrigir os trabalhos em casa. É o que eu sempre digo: professor só cria problema.
Tem ainda a questão dos inativos. O ideal para os administradores modernos é desvincular salários de ativos e inativos. Assim, os aposentados podem chafurdar na miséria e na defesagem salarial sem correções paternalistas.
Quem mandou não terem poupado uma boa parte dos altos proventos auferidos quando estavam em atividade? Nós professores, somos um bando de preguiçosos, bem pagos e combaixa produtividade.
Ameaçamos constantemente o equilíbrio financeiro do Estado. Não damos retorno. Somos investimento a fundo perdido. Quer dizer, não somos investimento. Ainda bem que dona Pedro I vai nos outorgar uma carta de princípios rigorosa e exemplar.
Nisso tudo, descontados os radicalismos, uma coisa é certa: a imprensa régia ficará com Pedro I até o fim.
Escrito por Juremir Machado da Silva em sua coluna no Correio do Povo de 13 de janeiro de 2009, terça-feira, página 3.
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Sábado, 17 de Janeiro de 2009
ENTREVISTA: CHICO DE OLIVEIRA
Matéria da Editoria Política da Revista Carta Maior publicada no dia 12/01/2009
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Quinta-feira, 11 de Dezembro de 2008
Surpresa e indignação com "CPI do Aborto"
Excelentíssimo Sr. Deputado Arlindo Chinaglia
Presidente da Câmara Federal
A notícia de que a Câmara Federal está prestes a instaurar uma "CPI do Aborto" nos causa surpresa e indignação.
Há poucos meses, na Comissão de Seguridade Social e Família desta Casa, os mesmos parlamentares que ora apresentam o requerimento para instauração desta CPI, furtaram-se em aprofundar o debate acerca do tema e orquestraram a votação que derrotou, naquela Comissão, o Projeto de Lei que propunha a descriminalização do aborto (PL 1.135/91). Já faz alguns meses também, que a justiça do Mato Grosso do Sul vem investigando mais de 1.200 mulheres, acusadas pela prática de aborto ilegal naquele estado.
Que esses fatos devam ser objeto de interesse e ação do Poder Legislativo, não resta dúvida.
Para além das 400 mil mortes ! anuais e dos inúmeros atendimentos realizados pelo SUS em decorrência de abortos mal sucedidos, a criminalização das mulheres, que estão tendo suas vidas devassadas pela ação do Poder Judiciário, constituem sim base material para que o Estado Brasileiro realize uma profunda reflexão sobre o papel que deveria cumprir na vida dessas mulheres.
Poderíamos começar realizando um profundo diagnóstico dos sistemas de saúde pública, educação e previdência, para entender por que a maioria das mulheres brasileiras não tem condições de decidir ou planejar uma gravidez, e para avaliar até onde o Estado tem assumido sua cota de responsabilidade na reprodução da vida, para que as mulheres possam optar pela maternidade sem precisar abrir mão de outros projetos pessoais.
Poderíamos também aprofundar o debate sobre o necessário enfrentamento à desigualdade de gênero e à violência doméstica, que expõem as mulheres à gravidez indesejada.
E, principalmente, deveríamos retomar o princípio da laicidade do Estado, para que o diagnóstico e a solução desse grave problema social não sejam contaminados por convicções morais ou religiosas.
É preciso sim que o Brasil reconheça a existência da prática de aborto em nosso país, mas ao invés de perseguir e condenar as mulheres, é preciso que questione as causas que vieram a configurar essa dura realidade e apresentar uma solução definitiva. A condenação das mulheres que praticaram aborto e o fechamento das clínicas clandestinas só causarão mais mortes.
A criminalização do aborto não é um fato novo na história da humanidade, mas uma constante que caminha junto com a opressão das mulheres, que além de sempre terem recebido tratamento desigual da sociedade, foram alijadas do direito de decidir sobre sua própria vida. Criminalizar a prática do aborto é uma forma de controlar a vida, o corpo e a sexualidade das mulheres.
A maternidade implica muitas mudanças no aspecto físico e emocional da gestante, e em seu projeto de vida naquele momento. Por isso, a gravidez não pode ser imposição, castigo ou obrigação; deve ser uma decisão da mulher.
Há tempos exigimos que as mulheres tenham atendimento integral à sua saúde. A interrupção de uma gravidez é uma circunstância altamente desconfortável e, muitas vezes, traumática para as mulheres.
Defender a legalização do aborto não significa, portanto, que as mulheres pretendam recorrer à sua prática como método contraceptivo. Trata-se de combinar a legalização do aborto com a ampliação do acesso das mulheres à informação, aos métodos contraceptivos e de criar condições para que elas negociem o uso de preservativos com seus companheiros de forma tranqüila, o que, muitas vezes, não ocorre. A interrupção da gravidez indesejada deve ser o último recurso. Em diversos países onde houve a legalização, os números provam que os casos de aborto não aumentam por conta da situação de legalidade.
Estamos falando, aqui, de um mecanismo de direito de liberdade da mulher sobre seu próprio corpo. Nossa vida está em constante risco pelo fato fundamental de sermos mulheres. Trata-se de construir um mundo de igualdade, o que não é possível enquanto existir tantas mulheres trabalhadoras, desempregadas, pobres, negras, jovens morrendo ou sendo presas por não terem direito de decidir sobre seus próprios corpos e seu destino.
A criminalização de um assunto que levanta questões tão polêmicas leva a um tipo de autoritarismo e fundamentalismo que não fazem bem a uma sociedade democrática e pluralista. Enquanto o mundo discute a questão do aborto sob a ótica civilizatória e democrática, o Parlamento brasileiro discuti-lo sob a ótica criminal, através de uma CPI, seria um retrocesso inaceitável a! pós 60 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos e 20 anos de Constituição Cidadã no Brasil.
Por isso, nós, mulheres trabalhadoras, rechaçamos com veemência a proposta de instauração desta CPI e reafirmamos nosso compromisso de luta pela legalização do aborto, em defesa de uma vida mais digna e de um mundo mais justo para todas as mulheres.
São Paulo, 11 de dezembro de 2008
SECRETARIA NACIONAL SOBRE A MULHER TRABALHADORA DA CUT
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Segunda-feira, 8 de Dezembro de 2008
Após assassinatos, quilombolas pedem proteção à PF
O assassinato de duas lideranças quilombolas na Comunidade Remanescente de Quilombo dos Alpes (bairro do Glória, Porto Alegre) mobilizou os movimentos negro e quilombola a exigir a presença do Estado na área e a proteção da Polícia Federal, a quem, por lei, compete a segurança do quilombo.
Embora a comunidade tenha tomado as devidas providências legais, não houve por parte do Estado nenhuma ação em defesa e proteção do quilombo. Hoje, as organizações e movimentos sociais sensíveis à causa fizeram um protesto em frente à sede da Polícia Civil, denunciando a negligência das três esferas de poder e exigindo a busca pelo assassino. Também iriam à Policia Federal para solicitar o acompanhamento do caso.
Embora fosse na época uma região afastada de Porto Alegre, a cidade alcançou, tornando-o um quilombo urbano, que agora integra o bairro Glória. A partir de Janeiro de 2005, a comunidade se auto declarou quilombo e foi certificada pela União através da Fundação Cultural Palmares, em cumprimento ao Art. 68 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias: “aos remanescentes das comunidades dos quilombos que estejam ocupando suas terras é reconhecida a propriedade definitiva, devendo o Estado emitir-lhes os títulos respectivos”.
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Segunda-feira, 1 de Dezembro de 2008
SOS Santa Catarina
A Câmara Municipal de Porto Alegre lançou a Campanha de Solidariedade às vítimas da chuva em Santa Catarina.
A tragédia em Santa Catarina já provocou 114 mortes. 19 pessoas continuam desaparecidas. Desalojados mais de 27 mil e mais de 51 mil estão desabrigados.
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
Viva o Pilla!!!
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Malu agradeceu a ajuda e a solidariedade de todos que contribuiram para o tributo. E vislumbrou, espalhados pelo café lotado e na ala externa no andar superior da Usina, onde sentava-se dona Judite Dutra, o deputado federal Tarciso Zimmermann, o deputado estadual Raul Pont, o ex-deputado Estilac Xavier, os vereadores Sofia Cavedon, Guillherme Barbosa e Marcelo Danéris. Zeca Moraes, Mario Pedro Victória Eliana Didu, sobrinhos e sobrinhas do Pilla, Leandro Boroli, Sirlene Vieira, o advogado do Pilla João Nascimento mais a Iara e a Daniela Nascimento esposa e filha ex - vizinhos de infância, Domingos e Terezinha Toledo e Mársia Sulzbacher, Fábio Duarte Fernandes, Hamilton Braga, Calino Pacheco Filho, Udo Mohr, Maturino Luz, Luiz Fernando Cardona, Ana Clara Facin, Maria Anunciação Sciezzkowsk, Rosa Mosna, Luiz Alberto Pires, Carlos Roberto Winckler, Jussélia Lima, Gerson, João Menine, Clara Zitkoski, Rossana Silveira, Odete Breolin, Stela Pastore, Ida Costa, Flávio Arend, Jaime Rodrigues, Eunica Oliveira, Emílio Chagas, Emílio Fernandes, João Pedro Fernandes, Maria Nazaré Almeida,Rogério Corres, Marcelo Branco, João Carneiro, Arfio Mazzei, Leonardo Soll (dentista do Pilla), Maria Eulália Nogueira,Délcio Machado Maria Eulália Nascimento, Baiard Broker, Sônia Pilla, Wanderlene Cristina, Rafael Baião, Paulo Ricardo Baiano, Rosinaura Barros, Silvana Vieira, Regina Sherer, Jussara Oleques. Dirlene Marimon Chiurlei Reis, Iara Reis, Dóris do Sedac, Viviane Demoly, Taiana Azumbuja, Elaine Guimarães, Raul Osório Pinto, Mariângela Bairros, Fábio Blcalr Chacal e outros amigos e conhecidos que iam chegando, não assinando o livro e o banner com cópia ampliada do convite para o ato, o desenho de Pilla e palavras soltas do seu universo cotidiano: livros, amigos, solidariedade, jornalismo,inter, cultura, paixão, PT, bar, música, política, socialismo, cultura, história, vida e amor.
Primeiro a falar, o professor Luiz Osvaldo Leite, docente do Anchieta, depois subordinado ao ex-aluno que se tornou secretário de Cultura e o convidou para dirigir a OSPA, e logo tornado amigo de fé, camarada.
Professor Leite lembrou o exímio latinista que Pilla era no curso clássico. E mesmo seu pendor para o artes teatrais quando sua turma encenou "Quase Ministro", de Machado de Assis, uma das poucas peças teatrais que só tem personagens masculinos - como requeria o colégio nos tempos em que menina não entrava no Anchieta.
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Também veio ao microfone o Biaginho, dono do Restaurante Copacabana, com seu sotaque arrrevesado de oriundi, rememorar seu melhor freguês. Era cliente tão arraigado que quando o Copa se viu obrigado, por determinação legal, a proibir fumantes, escafederam-se os tabagistas e só o Pilla, fiel, ali permaneceu.Gremista furioso, Biaginho não desancava fúria no colorado incandescente Pilla porque este, espertamente, descobrira um amor futebolístico para desaguar um denominador comum: o Juventus, da Itália. Emocionado e cada vez mais dominado pelo sotaque nervoso, Biaginho referiu até à nova morada do cristão anônimo Pilla no céu onde,certamente, espera os amigos. Mas não que não espere minha companhia para muito logo..., aliás, espere para bem depois ... - corrigiu-se Biaginho, provocando risos.
Minhoca - o Carlos da Ré - preso e torturado nos idos da barbárie da redentora cruel, disse para todos testemunharem que não conheceu ser humano mais maravilhoso que Pilla. Mas entregou o amigo, esperando a cumplicidade e a compreensão dos sobreviventes. Certa vez, com um abcesso que crescia no rosto, Pilla foi convencido a recorrer à ajuda médica tão assustado ficou pela ameaça dos amigos de era visivel que estava produzindo um câncer. Pilla sumiu uma semana, evaporou-se, não deu notícias. Apareceu, lampeiro e exausto, uns sete dias depois. Vocês acham que, se tinha a ameaça de morrer, eu ia gastar minha última semana de vida com vocês? Me dediquei ao álcool e ao sexo!
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Adroaldo Correa lembrou a afamada Banda de K, que saia da Cidade Baixa arrastada por apenas umas 30 pesssoas e ia formando um batalhão carnavalesco enorme quando chegava na Rua República. Pilla ia a frente como general da bandinha de Carnaval, a ópera do terceiro mundo, como ele dizia.
- Pilla era um iluminador de caminhos, um acendedor de lampiões - metaforeou o ex-governador.
Também do futebol, onde ambos bebicavam a mesma paixão clubística, Pilla referendera lições. - Falava sobre a função do coletivo, da participação, da democracia e do protagonismo que se pode aprender com o futebol.
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Fonte: Andre Luis Pereira
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Terça-feira, 18 de Novembro de 2008
Tributo ao Pilla Vares nesta quinta
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